Sempre tive certa resistência quanto à consumir carne, principalmente animais de pequeno porte, que levam à sensação clara de estar comendo um ser semelhante. Porém o vegetarianismo só se concretizou em minha vida aos 22 anos, o fato determinante foi assistir ao vídeo "A carne é fraca" do Instituto Nina Rosa. Hoje não sei responder ao certo por qual motivo me tornei vegetariana, pois são diversos: pelos animais, por minha saúde, pelo meio ambiente? Creio que por todos!
"Mas isso é natural, é a cadeia alimentar! Somos carnívoros por natureza!" Não, não somos! Você nunca reparou que não é um predador natural?! Que não possui capacidade física natural para a caça?! Caçamos com uma única arma: nossa capacidade intelectual. Inventamos, ao longo do tempo, utensílios e tecnologias para o abate.
Certa vez li em "Alimentação vegetariana: Chega de abobrinha!", que tem como autor o Mestre DeRose, dois testes que considero sensacionais e determinantes, são simples e podem ser perfeitamente reproduzidos científicamente. No primeiro você deve colocar um boi e um homem (desprovido de qualquer utensílio que o auxilie no feito) em um local fechado e pedir que o "ser humano predador" abata sua presa. O máximo que o indivíduo consegue é uma bela chifrada, ou não, se o boi for piedoso. O segundo é menos violento, deixe uma criança sozinha com uma maçã e um coelho. Será que ela come o coelho e brinca com a maçã?!
O fato é que não nascemos carnívoros, aprendemos a ser. A sociedade em que vivemos nos impõe isso, a gostar de consumir matéria em decomposição, carniceiros como os urubus, mas a vida é feita de escolhas, o tão falado livre arbítrio.
Hoje só posso pedir desculpas por todos os assassinatos com que compactuei durante 22 anos, acreditando estar mantendo a minha vida. Agora eu sei que minha vida não depende da morte de meus irmãos.

Nenhum comentário:
Postar um comentário